Pragmata esbanja charme e te conquista com gameplay viciante

Pragmata Esbanja Charme Conquista é o foco deste conteúdo, com os principais pontos organizados de forma direta para facilitar a leitura.

Pragmata recebeu bastante atenção desde seu anúncio em 2020, não só por seu conceito, visuais e personagens, mas também por ser a primeira IP inédita da Capcom desde o lançamento de Dragon’s Dogma em 2012. Sabemos que a empresa geralmente acerta nas apostas de suas novas franquias, o que por si só já botou certa pressão nesse projeto. Inicialmente, ele deveria chegar ao PC e consoles em 2022, mas foi adiado algumas vezes até ter seu lançamento suspenso de forma indefinida.

Felizmente, no ano passado tivemos a revelação de que ele finalmente sairia em abril de 2026, o que significa que chegou a hora de te dizer nossas impressões e te dizer que se a expectativa para Pragmata realmente se cumpriu. Confira a análise completa logo abaixo!

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Virando pai de menina

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A trama de Pragmata é bem direta ao ponto: Hugh é um astronauta que perdeu sua equipe em um desastre durante uma missão em uma estação espacial na lua e é ajudado por um Pragmata (um tipo de androide avançado) construído com a aparência de uma menininha e que ele apelida de Diana. Ao perceber que não há sobrevivêntes na estação, tentamos encontrar meios de entrar em contato com a Terra, mas logo fica claro que IDUS, a super inteligência artificial que comanda o local, seguiu o exemplo de HAL 9000 e se revoltou contra todos os humanos. Felizmente, temos Diana ao nosso lado nessa jornada para hackear tudo que vê em sua frente.

O relacionamento dos dois vai se desenvolvendo ao longo do game, te tornando em um verdadeiro pai de menina de forma até meio parecida com Death Stranding, mas com uma criança em vez de um bebê. Pelo menos na minha experiência, Diana se mostrou muito agradável e adorável, sempre torcendo, ajudando e puxando papo com Hugh. Sempre que estão no abrigo que serve de base de operações, você pode conversar mais com ela, brincar, dar presentes e ver a relação evoluir para algo muito fofo de forma natural.

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Ainda assim, consigo imaginar que algumas pessoas possam a achar irritante em certos momentos, especialmente quando ela dá dicas do que está acontecendo ou do que você pode fazer. Tudo é bem inofensivo, já que consiste de avisos de que um inimigo está prestes a atacar ou que de um de seus golpes de hack mais fortes está pronto, ou seja, apenas coisas que são óbvias e não resoluções de puzzle ou algo assim. Digo isso porque acredito que gostar da dinâmica de High e Diana é algo essencial para tirar total proveito do que o game tem a oferecer, então vale a pena se deixar investir nesse aspecto.

Hacks para todo lado

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O ciclo de gameplay também é bem simples de entender. Nas lutas, Diana cuida dos hacks para expor as fraquezas dos robôs e Hugh pode atirar neles com diferentes tipos de armas. Fora dos combates, ela pode interagir com diferentes máquinas, computadores e painéis enquanto Hugh cuida da movimentação, levando a garotinha em suas costas.  Desta forma, vocês não só podem explorar o cenário para encontrar segredos como também para resolver diversos puzzles ambientais.

Falando em segredos, um dos aspectos mais divertidos do game envolve os colecionáveis. O jogo conta com armas de diferentes funções, módulos que podem ser equipados e te dão benefícios, diversos tipos de hacks que você pode implementar com Diana, pontos de upgrade, bonequinhos em que você pode atirar, roupas para os dois personagens, moedas para participar de bingos, etc. 

Tudo isso fica espalhado pelos mapas que você visitará, sendo que alguns locais são escondidos e outros só podem ser acessados quando você adquire novas habilidades. Para quem adora revisitar locais e coletar tudo o que for possível, Pragmata é um prato cheio. É claro que você não precisa fazer nada disso, mas para mim é algo que foi implementado muito bem e conta como um ponto bem positivo.

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Já o combate pode ser meio caótico no começo, afinal, você precisa mirar nos inimigos, hackeá-los manualmente com Diana para expor suas fraquezas e só então partir para a ofensiva com Hugh. Para hackear os robôs, você terá que mover um nodo em um quadrado com diversos espaços em branco e espaços com outros nodos.

Há diversos tipos de nodos que você vai descobrindo conforme avança, cada um com um benefício diferente. Alguns abaixam ainda mais as defesas dos inimigos, enquanto outros permitem hacks em múltiplos inimigos de uma só vez, por exemplo. Quando passar por todos os nodos que quiser, basta ir para o nodo final (que é sempre o mesmo, só muda de lugar) para concluir o hack.

Tudo isso precisa ser feito em tempo real enquanto os inimigos andam na sua direção e preparam seus ataques. Na maioria das vezes, seram vários inimigos de diferentes tipos, então além de hackear, você precisa ser rápido, prestar atenção nos robôs, se movimentar e se esquivar quando necessário. Mesmo quando me acostumei e fiquei melhor nisso tudo, tenho que confessar que o combate ainda passava um sentimento meio desajeitado. Eu nem diria que a dificuldade do game é alta, especialmente no modo normal, já que a dificuldade mais alta só é desbloqueada depois, mas gerenciar tudo isso nem sempre gera momentos muito fluidos.

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Já a variedade de inimigos vai aumentando a cada cenário explorado, mas alguns robôs acabam aparecendo com mais frequência do que outros. Não é o suficiente para se tornar algo muito repetitivo, mas haverá momentos em que você sente que mais modelos poderiam ser introduzidos nas lutas. As batalhas com chefes são mais interessantes, especialmente as que parecem ter saído diretamente de um Monster Hunter. Nesses casos, um dos negativos é ter que ficar reativando o hack no chefe várias vezes, afinal, o confronto dura bem mais do que contra robôs comuns.

No mundo da lua

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Eu já mencionei que o game acontece em uma estação espacial lunar, mas também falei que passamos por diversos mapas que podem ser explorados minuciosamente. Talvez isso pareça estranho, mas acredite, essa estação espacial é realmente fora do comum. Há múltiplos setores que podemos visitar, cada um com um visual bem diferente e, na maioria das vezes, com uma estética de algo relacionado à existente na Terra. Temos uma recriação de Nova York e de selvas, por exemplo. 

Essas recriações são enormes, com tudo sendo construído com um material especial encontrado na lua. As coisas são impressas com esse material por máquinas gigantes, mas tudo é meio frágil e quebra com facilidade. Segundo o lore do game, é mais barato reconstruir do que criar um uma tecnologia mais resistente. O interessante é que tudo parecem fiel à realidade à primeira vista, mas não demora para perceber falhas, erros de impressão e interpretações estranhas de como algumas coisas deveriam ser.

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Isso tudo é intencional, já que a ideia é que essas recriações ficassem parecidas com algo que a IA generativa criaria. Essencialmente, é aquela recriação que quase acerta, mas acaba parecendo bizarro, genérico e superficial. Considerando que IDUS é o responsável por tudo, faz bastante sentido que essa seja a intenção. É um detalhe que nem precisava estar no jogo, mas que deixa tudo ainda mais perfeito, especialmente nos tempos atuais. Para deixar claro, tudo foi feito pelos desenvolvedores do jogo e não por IA generativa. Pense nisso como um “lixo de IA” feito por humanos.

Tecnicamente impressionante

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Mesmo eu tendo um PC intermediário, Pragmata rodou de forma impressionante, nunca caindo dos 60 fps. Também não encontrei bugs durante a campanha, apenas alguns glitches visuais que duravam menos de 2 segundos. Já para quem possui uma placa de vídeo da NVIDIA pode tirar ainda mais proveito com o DLSS 4. O game conta com path tracing, por exemplo, tornando sombras mais definidas, reflexos aprimorados e uma iluminação global difusa dinâmica.

O jogo já é muito bonito naturalmente, mas esses aspectos podem torná-lo ainda melhor para quem aprecia a fidelidade visual na melhor qualidade possível. Em breve também teremos o review técnico completo de Pragmata no Voxel, mas adiantei algumas informações caso você estivesse curioso com esses elementos mais básicos.

Vale a pena?

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Para mim, Pragmata era um daqueles jogos que eu estava aguardando há um tempo, mas ao mesmo não sabia exatamente o que esperar dele. Eu sabia da premissa do astronauta e a pequena androide, da estação lunar e do trabalho em conjunto da dupla, mas era difícil prever o que a Capcom realmente ia entregar com tudo isso. Para a minha surpresa, encontrei um gameplay muito divertido, personagens cativantes e um gostinho de quero mais depois de cada sessão.

A campanha principal não é muito longa e, felizmente, não se arrasta. Ainda assim, você encontra bastante espaço para continuar jogando se quiser encontrar todos os colecionáveis e realizar todos os desafios disponíveis. Na minha opinião, esse é o tipo de jogo que pode agradar a maioria das pessoas, mesmo que ele tenha alguns poucos tropeços no caminho. Se você está na dúvida, posso dizer que há muitos elementos que me lembraram de games como Resident Evil e Dead Space, com pitadas bem pequenas de Monster Hunter e até Death Stranding.

Por fim, depois dessa incrível jornada com Pragmata, posso dizer que se esse é o nível de qualidade e charme que a Capcom pode nos entregar em uma nova franquia, eles certamente podem ficar sem nada inédito por outra década sem qualquer reclamação por minha parte. 

Nota do Voxel: 90

Autor: TechMundo

O que saber sobre Pragmata Esbanja Charme Conquista

Este ponto reforça o tema central do artigo e ajuda a organizar a leitura.

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