O estado de São Paulo confirmou nove casos de raiva em morcegos desde o início de 2026 até esta quarta-feira (4). A capital paulista concentra dois dos registros, sendo um no dia 9 de janeiro e outro na segunda-feira (2).
Em janeiro, também foram confirmados dois casos em São José do Rio Preto, dois em Jundiaí e um em cada uma das cidades de Piracicaba, Cotia e Sorocaba.
O Brasil está há quase dez anos sem registros de raiva humana transmitida por cães, superando o prazo de cinco anos exigido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para declarar uma área livre de raiva.
A Prefeitura de Sorocaba confirmou nesta terça-feira (3) o terceiro caso positivo de raiva em morcego registrado no município neste ano. A Secretaria Estadual de Saúde diz aguardar o envio do laudo pelo laboratório de diagnóstico para confirmar os outros dois casos no município.
A gestão estadual diz ainda que devem ser enviados ao laboratório para diagnóstico de raiva os morcegos encontrados em situações não habituais para a espécie, como aqueles pousados em horários ou locais incomuns, voando durante o dia, que tenham adentrado alguma casa ou mantido contato com pessoas ou outros animais.
O Instituto Pasteur, que confirmou os casos no estado por meio de análise laboratorial, alerta que as pessoas não devem realizar qualquer tipo de manuseio de animais silvestres encontrados em ambiente urbano e orienta que entrem em contato com os serviços municipais de saúde para a adoção das medidas necessárias.
Após a confirmação em Sorocaba, a equipe de vigilância em zoonoses iniciou visitas a imóveis localizados em um raio de até 500 metros do ponto onde o morcego foi encontrado. O objetivo é orientar moradores sobre a doença, o comportamento desses animais e como proceder em caso de encontro com morcegos em situação anormal.
Durante as ações, os agentes também verificam possíveis abrigos dos animais, realizam busca ativa para identificar se cães, gatos ou pessoas tiveram contato com o morcego e checam se os animais domésticos da região estão com a vacinação antirrábica em dia.
Apesar do registro, a prefeitura ressalta que não há risco imediato de transmissão da raiva. As medidas adotadas fazem parte de um protocolo preventivo para evitar que a doença se espalhe.
Em caso de acidentes envolvendo esses animais, é fundamental que a pessoa procure imediatamente um serviço de saúde para avaliação médica e indicação da profilaxia adequada ao caso. Em casos de contato de animais domésticos com morcegos, a equipe realiza o reforço vacinal.