Chinesas adotam ‘facekini’ para evitar bronzeamento – 12/02/2026 – Tv Folha

Seja nas praias de Qingdao, costa leste da China, ou nas ruas de Pequim, a imagem de mulheres usando uma espécie de máscara, chamada de “facekini”, é recorrente. O item, que serve como uma barreira física de proteção contra raios solares, tornou-se um aliado para as mulheres chinesas, unindo a prevenção dermatológica a padrões estéticos presentes na cultura local.

O design varia. Enquanto alguns modelos cobrem apenas a face, existem versões que protegem toda a cabeça. O propósito central, porém, segue o mesmo: combater os danos solares. Mas nem sempre foi assim.

Segundo Zhang Shifan, a quem é atribuída a criação do modelo, o objetivo inicial era proteger nadadores de queimaduras de água-viva. Natural de Qingdao, ela inicialmente desenvolveu trajes de natação para proteger banhistas do animal marinho, mas, ao notar que o rosto permanecia vulnerável, criou a máscara.

“Muitas pessoas eram mordidas no rosto, ficando com cicatrizes desagradáveis. Então, observei atentamente capacetes de mergulho e capacetes de esqui. Senti que os dois poderiam ser combinados para projetar a máscara facial inicial”, disse ao Guangzhou Daily em entrevista de 2014.

Zhang afirma que nunca patenteou a criação nem tem a intenção de fazê-lo, uma vez que isso, segundo ela, seria uma forma de limitar o acesso do público ao produto.

Hoje, o produto é facilmente encontrado em sites de compra online, além de lojas físicas. Os valores variam de acordo com a versão, com máscaras que custam 8 yuans chineses (cerca de R$ 6) e outras que chegam a 90 yuans chineses (aproximadamente R$ 70).

Para além das promessas de cuidados com a saúde, há também o fator estético. A proteção é vista como uma forma de garantir que a pele fique mais clara, com anúncios, por exemplo, ressaltando essa característica do produto.

“Não tenha medo de ficar bronzeada por muito tempo”, diz um deles.

Estudos feitos nas últimas décadas mostram que a pele branca é vista como um fator importante para a construção da beleza das mulheres em algumas sociedades asiáticas, como a China, o Japão e a Coreia do Sul.

Um estudo que avaliou a edição de fotos em redes sociais, publicado em 2025 por pesquisadores de universidades chinesas na revista Telematics and Informatics, mostra que os usuários chineses têm preferência por tons de pele mais claros nas edições, o que reflete ideais culturais duradouros de padrões de beleza chineses.

Autoria: FLSP

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Rolar para cima