5G, 6G e 7G: entenda o que é e como são diferentes

Você provavelmente se acostumou com o ícone do 5G no topo da tela do seu smartphone. Essa tecnologia pode até passar despercebida no seu dia a dia, mas a indústria e órgãos globais já projetam os próximos passos: o 6G e o 7G.

A evolução das redes móveis representa uma mudança estrutural na forma como o mundo se conecta. Trata-se de uma infraestrutura que suporta desde o seu streaming até cidades inteiras operando de forma autônoma. Confira abaixo o que esperar de cada geração.

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Um breve resumo de 5G vs 6G vs 7G:

  • 5G: Conectividade de massa, baixa latência e foco em IoT urbana;
  • 6G: Velocidades de Terabit, IA nativa e eficiência energética extrema (IMT-2030);
  • 7G: Conectividade global total via satélite e eliminação de zonas mortas.

5G, 6G e 7G: o futuro das redes móveis

As siglas 5G, 6G e 7G referem-se, respectivamente, à quinta, sexta e sétima geração das redes móveis. A cada dez anos, aproximadamente, uma nova tecnologia surge para ditar o ritmo da economia digital.

Atualmente, vivemos a era da conectividade de massa com o 5G. Ele trouxe estabilidade para o ecossistema de IoT (Internet das Coisas), tecnologia que permite que objetos do dia a dia, como sensores industriais, geladeiras e lâmpadas, se conectem à web.

O 6G e o 7G prometem levar a integração entre o mundo físico e o digital a um patamar de onipresença digital.

A conexão estará em todos os lugares o tempo todo, como o seu carro conversando com o semáforo automaticamente para evitar acidentes, sem que você precise acionar nada.

5G e 6G: o que muda entre as redes

A principal diferença técnica entre o 5G e o 6G está na frequência de operação. O 5G utiliza ondas milimétricas. O 6G deve explorar as frequências de Terahertz (THz), o que oferece mais espaço para trafegar dados sem os “engarrafamentos” de rede que enfrentamos hoje.

Além disso, o 6G será nativamente integrado à Inteligência Artificial. A rede funcionará como um sistema inteligente que otimiza a conexão em tempo real para cada usuário.

Ela será capaz de aprender seus padrões de consumo e deslocamento para evitar quedas de sinal e desperdício de energia.

IMT-2030: as metas oficiais da UIT

Para o 6G, a União Internacional de Telecomunicações (UIT) estabeleceu o framework IMT-2030. O documento define os indicadores de desempenho que a tecnologia precisa alcançar.

Além da velocidade, o foco está em indicadores como:

Eficiência energética

O 6G precisa consumir muito menos energia por bit trafegado, permitindo que baterias de sensores durem anos.

Confiabilidade extrema

Essencial para aplicações críticas onde o sinal não pode cair.

Capacidade de conexão

Suporte para até 10 milhões de dispositivos por quilômetro quadrado.

Sustentabilidade

Redes projetadas para reduzir a pegada de carbono global.

 

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O 6G promete ser um dos grandes avanços dessa tecnologia. (Fonte: Getty Images/I’m love photography and art. This is me)

Velocidade, latência e capacidade de conexão

A capacidade de conexão é o grande salto. Para entender a evolução, precisamos olhar para a latência (o tempo de resposta da rede). No 6G, esse atraso é quase nulo. Entenda a seguir.

  • 5G: velocidade de até 20 Gbps e latência de cerca de 1 milissegundo;
  • 6G: pode atingir 1 terabit por segundo (Tbps), 100x mais rápido, e latência inferior a 0,1 milissegundo.

O volume de conexão proporcionado pelo 6G supera o limite do 5G e permite que milhares de sensores industriais e aparelhos pessoais funcionem na mesma célula de rede sem perda de sinal.

6G: onde será usado?

O 6G foca em aplicações industriais, científicas e novas formas de entretenimento imersivo. Vale lembrar que a tecnologia viabilizará comunicações que hoje parecem ficção científica. Confira alguns exemplos!

  • Hologramas em tempo real: chamadas de vídeo substituídas por projeções 3D realistas;
  • Gêmeos digitais: cidades mapeadas digitalmente com atualização instantânea de tráfego e energia;
  • Cirurgias remotas: procedimentos médicos à distância com atraso zero de resposta;
  • Agricultura autônoma: tratores e drones operando 24h com precisão de centímetros;
  • Realidade Estendida (XR): ambientes virtuais que confundem os sentidos humanos pela fluidez;
  • V2X (Vehicle-to-Everything): carros que se comunicam com pedestres, ciclistas e outros veículos.

A cronologia esperada para o 6G começa agora em 2026, com o início dos leilões de frequências e pesquisas intensas no Brasil. Entre 2028 e 2030, teremos as primeiras operações comerciais focadas em polos tecnológicos.

O que é o 7G?

O 7G é a sétima geração de redes sem fio, projetada para oferecer conectividade global total integrando satélites e antenas terrestres (Redes Não-Terrestres ou NTN).

Embora o 6G ainda esteja em padronização por órgãos como o 3GPP, o 7G já aparece em discussões acadêmicas como a solução para eliminar as “zonas mortas” do planeta.

A rede deve integrar o espaço sideral à nossa conexão nativa. Imagine uma cobertura de internet que funciona perfeitamente no meio do oceano, no topo do Everest ou em voos comerciais, sem a necessidade de equipamentos caros ou especiais.

É a unificação definitiva das comunicações espaciais e terrestres.

Comparação entre 5G, 6G e 7G

Para facilitar a comparação entre 5G, 6G e 7G, montamos uma tabela  com os pilares de cada tecnologia:

Tecnologia Status Velocidade estimada Áreas de aplicação
5G Em implementação Até 20 Gbps IoT, streaming 4K, cidades inteligentes.
6G Em pesquisa (2030+) Até 1 Tbps Hologramas, IA onipresente, realidade estendida.
7G Teórica (2040+) Acima de 1 Tbps Conectividade global satelital, Web 4.0.

Situação atual do 5G no país

No Brasil, o 5G “puro” (Standalone) está presente em todas as capitais e avança para cidades do interior. O foco atual das operadoras é aumentar a densidade de antenas para garantir que o sinal não oscile dentro de prédios ou subsolos.

O leilão do 5G previu obrigações de cobertura que devem ser cumpridas nos próximos anos. Esse processo garante que a infraestrutura básica necessária para o futuro 6G comece a ser preparada a partir de agora.

Previsões para o 6G e além

A expectativa do mercado é que o 6G chegue comercialmente por volta de 2030. O ciclo de desenvolvimento de uma nova rede costuma durar 10 anos. O 7G, por sua vez, é um horizonte para 2040 ou mais.

É importante destacar que o 6G e o 7G exigirão novos hardwares e modems. Ou seja, o seu smartphone atual não será compatível com essas redes via atualização de software.

No entanto, você não precisa se preocupar com a troca urgente de celular. O 5G ainda tem muito espaço para amadurecer e entregar um ótimo serviço nos próximos anos.

O momento é de aproveitar a estabilidade que a tecnologia atual oferece enquanto os padrões internacionais do futuro são definidos.

De todo modo, vale a pena ficar de olho nessas mudanças! Afinal, elas transformam a nossa navegação e a maneira como a economia global funciona. Se este guia foi útil para você, compartilhe a matéria em suas redes sociais e ajude mais pessoas a entenderem o futuro da conexão!

Autor: TechMundo

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